A LÍNGUA PORTUGUESA
Amo uma língua feminina, Mas que não é a língua do sexo oposto. Aliás, esta língua é oposta ao sexo, Até porque ela é assexual, ou talvez “consexual”. Haja vista, ser comum aos dois sexos, Mas sendo uma língua humana, Obviamente é fêmea na sua origem. Como filha do Latim clássico. Sendo a última flor do Lácio. E quase morrendo virgem. É fêmea como a Pátria, fêmea como a Nação, Fêmea como a beleza, a mente e a vida. Ela é fêmea como as cavidades do coração. Como disse Bilac, é fêmea como a flor Faz lembrar a mãe e o amor. É claro que falo da língua portuguesa, Aquela dos poetas Luís de Camões, Augusto dos Anjos, Machado de Assis, Fernando Pessoa, José Saramago, E tantas outros, inclusive eu. A língua que não míngua e cresce mais ainda. Que Portugal levou da Europa para o planeta. Está na América, na África e até na Ásia. Que aqui no Brasil, trazida por Cabral, Multiplicou sua essência e beleza. Oh! Língua Portuguesa, Essa língua que é bela, quando escrita E tão linda e sonorizada, quando falada, Independente dos sotaques diferentes É sempre entendida em nossas mentes. Apesar de mesclada de outros tons, Tingida por vários termos exóticos, Ainda assim, sabemos que ela nos pertence. Ou melhor, nós é que pertencemos a ela, Já que nos agrega, domina e ensina. De Portugal nos restou pouco, quase nada. Mas, a língua portuguesa é o patrimônio, Que nos une com aquela pátria burguesa, E nos assemelha com suas irmãs romanas Desde a Europa até o restante do planeta. Texto do nosso Co: Luiz Eduardo Corrêa Lima






