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O que os Clubes do Distrito 4.571 podem fazer pela Baía de Guanabara?

É do conhecimento de todos que a cidade do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá, no dia 1º de março de 1565 e cresceu margeando a Baía de Guanabara. Mas, ao longo do tempo, a população cresceu e novos municípios surgiram nas proximidades, ocupando novas áreas do entorno da Baía e até mesmo algumas de suas ilhas pequenas ou grandes. Dessa maneira, nesses 456 anos, toda sorte de destruição sem critérios e do lançamento de toda sorte de porcarias no interior da Baía têm sido a marca permanente e progressiva das ações dos seres humanos sobre o local. Deste modo, como já foi dito em artigo anterior, atingimos um nível em que a poluição ambiental da Baía de Guanabara certamente é hoje uma das questões ambientais mais importantes e complicadas que encontramos na área geográfica do Distrito 4571. Existe uma situação crônica que, na verdade, pode ser traduzida como um descaso histórico das autoridades e da população de algumas áreas específicas da região metropolitana do Rio de Janeiro, no entorno da Baía. Por conta de sua importância histórica, social e econômica, a revitalização da Baía de Guanabara se constitui numa obra fundamental, não apenas para a cidade do Rio de Janeiro, mas para todo o país. Os problemas, que sempre têm se acentuado, são caracterizados, principalmente, por conta das ocupações indevidas nas áreas que margeiam a Baía e pelo excesso de lixo, de despejo de esgoto doméstico e industrial quase sem nenhum tratamento, que de maneira progressiva comprometem imensamente a balneabilidade das praias e a beleza natural do local. Esta situação degradante, além de produzir mal cheiro e contaminação à saúde dos próprios seres humanos, ainda compromete bastante a vida de toda biota aquática e como consequência produz a descaracterização e destruição dos ecossistemas aquáticos e costeiros associados à Baía.  Os animais são os que mais sofrem com a poluição excessiva. Os grandes mamíferos, golfinhos, que até 50 anos atrás ainda eram comuns, assim como grandes quelônios, tartarugas, hoje são muito raros. Muitas áreas dos ecossistemas das regiões entre marés desapareceram totalmente. A pesca na região, que outrora foi economicamente bastante importante, hoje está muito reduzida e algumas espécies de peixes já são extremamente raras. A poluição, tanto orgânica, quanto química é imensa e apenas as áreas da entrada da Baía ainda apresentam águas consideradas de boa qualidade. Os principais ecossistemas da região, as restingas e os manguezais são dois ecossistemas especialmente protegidos e considerados como Área de Preservação Permanente (APP) pela Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que dentre outras alterações, dispõe sobre a proteção da vegetação nativa da região. Entretanto, devido ao intenso processo de degradação, houve uma redução significativa dessas áreas naturais (DIEGUES, 2002). Consequentemente, a fauna marinha relacionada com esses ambientes também está à míngua e o comprometimento é cada vez maior. Cabe lembrar também, que os manguezais são celeiros de vida e que muitas espécies, algumas de grande importância econômica, se utilizam desses tipos de ecossistemas como locais fundamentais de reprodução e desova.  Em março deste ano, a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – AGEVAP, publicou o Atlas da Região Hidrográfica V (Baía de Guanabara e Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá). O Atlas é um estudo bastante minucioso que apresenta dados importantes sobre a situação do uso e ocupação do solo referente aos municípios direta e indiretamente ligados à Baía de Guanabara (p. 97 a 103) e ainda contempla os dados referentes ao esgotamento sanitário (p.153 a 175) da região do entorno. O relatório concluiu que apesar das várias tentativas de minimização dos problemas, na verdade, a situação de degradação contínua é crescente e bastante complicada. Em suma, a condição da Baía de Guanabara é caótica e a questão não é apenas de falta de recursos financeiros, porque existem inúmeros outros interesses na área e assim as dificuldades acabam sendo muito mais políticas do que puramente econômicas. A questão que fica é a seguinte: o que o Rotary International Distrito 4.571  – que começou aqui no Brasil, há 100 anos, exatamente aqui, na cidade do Rio de Janeiro – e os atuais rotarianos, podem fazer para tentar conter a degradação e amenizar esse problemão para o futuro?  No mundo existem inúmeros exemplos de baías em situações similares, cujos problemas foram minorados e até sanados, mas aqui no Brasil, ainda falta consciência, sensibilidade e sobretudo, vontade política e assim, as resoluções desse tipo de coisas ainda costumam ser bastante difíceis. A figura abaixo apresenta mapas da Baía de Guanabara, destacando algumas localidades e toda a área de influência. Imagens oriundas do Projeto Baías do Brasil – Baía de Guanabara,  – RJ (2017). Foto aérea da Baía de Guanabara   Esquema destacando a área de influência   Baseado no exposto, acredito que haja necessidade de uma ação rotária mais contundente, para que possam acontecer atitudes políticas mais efetivas na revitalização da Baía de Guanabara. Segundo informação do próprio Instituto Estadual do Ambiente - INEA (OLIVEIRA et ali, 2018):  “a recuperação da Baía de Guanabara é uma medida urgente” (p.44) e ainda “em longo prazo, a universalização do saneamento básico e do esgotamento sanitário somente será possível com a continuidade das ações em desenvolvimento, portanto, uma de medida de implementação contínua, ou, em outras palavras, um trabalho que nunca poderá ser considerado concluído” (p.45).  Quer dizer, a situação é mais complicada do que se pode imaginar e precisa ser encarada mais seriamente tanto pelos governos, quanto pela sociedade e o Rotary tem que se fazer presente, usando toda sua influência, cobrando os investimentos e a consequente realização dos trabalhos.     Luiz Eduardo Corrêa LimaCoordenador da Subcomissão de Meio AmbienteRotary International Distrito 4.571 Associado do Rotary Club de São José dos Campos-Urupema       Referências Bibliográficas COMITÊ DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DA BAÍA DE GUANABARA E SISTEMAS LAGUNARES DE MARICÁ E JACAREPAGUÁ. Atlas da Região Hidrográfica V (Baía de Guanabara e Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá), Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – AGEVAP, Resende, 2021, 228 p.DIEGUES, A. C. Povos e Águas – Inventário de áreas úmidas brasileiras. 2 ed. São Paulo. Nupaub/USP, p. 15-18, 2002. LIMA, E. Qualidade de água da Baía de Guanabara e saneamento: uma abordagem sistêmica. UFRJ: Rio de Janeiro - RJ, 2006. 183p. Tese de Doutorado.OLIVEIRA, M; GELLI, G.; PROCÓPIO, S; CORREIA, N. &; DAEMON, L. Baía de Guanabara: um olhar no saneamento, Revista Ineana, Rio de Janeiro, v.6, n.1(jan./jun.): 35- 46, 2018.SANTOS, A.L.F; JIMENEZ, L.A; ROSMAN, P.A. & ROSMAN, P.C.C. Projeto Baías do Brasil – Baía de Guanabara – RJ, Sistema Base de Hidrodinâmica Ambiental, COPPE – Engenharia Costeira & Oceanográfica, UFRJ, Rio de Janeiro, 2017.  

Saúde e vacinas em foco 👌

Telepolio 2021 “Precisamos nos recuperar desse atraso vacinal, especialmente nesse cenário de volta do convívio social. Carteiras de vacina em atraso significam o risco de introdução de doenças já controladas. A pólio é uma delas. Não podemos ter esse tipo de recuo, sonhar com essa perspectiva de retorno de doenças já controladas”. O alerta é do infectologista e pediatra Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Kfouri é um dos especialistas em saúde que participam da edição de 2021 do Telepolio, programa organizado por associadas e associados do Rotary no Brasil para arrecadação de fundos para o combate à poliomielite. O programa deste ano vai ser transmitido no próximo sábado, dia 16, às 11h, pelo Youtube (https://youtu.be/fe_8VQlBbCo). Com a vacinação da Covid-19 avançando no Brasil, um painel de especialistas se reúne para falar dos desafios da vacinação em geral no país, desde a produção até a aplicação na população. O avanço da desinformação sobre a segurança das vacinas e a importância das mesmas afetou não apenas a população adulta hesitante em tomar o imunizante contra o coronavírus. Milhões de crianças também foram afetadas, com a taxa de cobertura vacinal apresentando queda para a imunização contra diferentes doenças, incluindo a paralisia infantil. Por isso, os Rotary Clubs do Brasil se uniram para alcançar dois objetivos ao mesmo tempo: levar informação cientifica sobre as vacinas à população e arrecadar fundos para a erradicação da poliomielite no mundo. Margareth Dalcomo, pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocurz), e Rosana Ritchmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas, também trazem suas contribuições ao Telepolio deste ano. Sobrevivente da paralisia infantil, o famoso jornalista Boris Casoy dá seu depoimento sobre como a doença afetou sua vida e a de sua irmã, também contaminada pelo vírus. A apresentação desta edição é feita pelo cantor Michel Teló. Filho de rotarianos, ele dá o ar de sua graça pelo segundo ano seguido no programa. Outras celebridades, como a ginasta Rebeca Andrade e a atriz Rita Guedes também chamam a atenção para a necessidade de se erradicar a pólio no mundo. E não para por aí, mas se você quer saber mais sobre o Telepolio deste ano, não perca a apresentação no próximo sábado. Já a sua doação pode ser feita agora mesmo. Acesse o site http://www.endpolio.org/pt/donate e doe! Juntos, nós combatemos a pólio!   Fonte: Vozes do Rotary

Dia Internacional da Menina reforça necessidade de acesso às ferramentas digitais

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, meninas são menos propensas a usar a internet; acesso de meninos à internet chega a ser quatro vezes maior; desvantagem do sexo feminino acontece no acesso a telefones celulares.Os dados divulgados pela ONU demonstram que a diferença global de gênero entre usuários de internet está crescendo. Entre 2013 e 2019, o número subiu em 6 pontos, chegando a 17%. Nos países menos desenvolvidos, a diferença chega em 43%.A organização destaca que a divisão digital impacta em outras áreas, como na empregabilidade de mulheres, saúde reprodutiva e autonomia corporal. De acordo com diretora executiva da Unfpa, Natalia Kanem, meninas sem acesso a informações têm mais riscos de se envolverem em casamentos forçados.Os dados divulgados também estimam que pouco mais da metade meninas e mulheres são capazes de tomar suas próprias decisões sobre sexo, contracepção e outros cuidados de saúde.O Unfpa possui iniciativas para desenvolver ferramentas digitais que fornecem informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva e capacitação.Natalia Kanem disse que as meninas também estão “criando ferramentas”, graças a parcerias que dão mentoria e recursos para que elas desenvolvam soluções digitais para um “futuro mais igualitário”.Os Clubes de Rotary entram em Ação e promovem o PROGRAMA DE EMPODERAMENTO DE MENINAS, hoje às 18h envolvendo 64 Distritos Rotários em 21 países. Para PARTICIPAR, acesse via ZOOM:ID da REUNIÃO: 841 3356 8647SENHA de ACESSO: meninas#rotary4571 #agentesdatransformação#empoweringgirls2021Foto: Unicef/UN0304588/ArcosFonte: ONU

TELEPOLIO | Sábado, 16 de outubro às 11h

Última semana para você compartilhar nas redes sociais do Clube os materiais da campanha TELEPOLIO. Aproveite também para engajar seu Clube no evento e incentivar ou ensinar, se preciso for, como eles podem ampliar o alcance da campanha por meio das próprias redes sociais. Lembrando que neste link você encontra material para a divulgação do evento (posts, stories e vídeos), desenvolvidos pela Coordenação Regional de Imagem Pública para a Região 29.     A logomarca usada na campanha TELEPOLIO é do Rotary Clubs do Brasil. Portanto, não a substitua ou adicione a marca do seu Clube. Clubes do Brasil abrange todos os Clubes. No dia 16, use o Plano de Fundo para o ZOOM. Download AQUI. 🎁 Finalmente, no portal abaixo, REGISTRE APENAS UM EVENTO DO SEU CLUBEhttps://www.endpolio.org/pt/register-your-event 😉

DO EMPODERAMENTO À PAZ

DESTACAR A IMPORTÂNCIA DA PAZ NA SOCIEDADE E O IDEAL DE SERVIR AO PRÓXIMO. REALIZAR AÇÕES VOLTADAS AO EMPODERAMENTO FEMININO. DESENVOLVER POR MEIO DO COMPANHEIRISMO O ELEMENTO CAPAZ DE PROPORCIONAR A PAZ, OPORTUNIZAR O CRESCIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL. RECONHECER O MÉRITO DE TODA OCUPAÇÃO. ELEVAR A AUTOESTIMA E RESGATAR A CIDADANIA. PARTICIPAR DE AÇÕES PRÁTICAS COMO CURSOS E A BUSCA DE PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS AS NECESSIDADES DA MULHER EM ÓRGÃOS PÚBLICOS E/OU PRIVADOS GARANTINDO ASSIM, DIREITOS E EMPODERAMENTO.

Dia 30 de outubro | A Grande Admissão

Olá meus amigos, hoje eu quero te fazer um convite.  Neste ano rotário de 2021-22, fomos desafiados pelo presidente Shekhar Mehta a aumentar o número de associados nos Clubes de Rotary de todo mundo, para chegarmos a 1,3 milhão de rotarianos até o dia 30  de junho de 2022.  Para fazer o Rotary crescer mais, para fazer mais, como ele diz, como podemos alcançar esse objetivo incrível?  A resposta é:  Cada Um Traz Um. É simples, cada rotariano traz um novo associado para o Rotary, pelo menos um associado. Apenas isso, é o que você precisa fazer! E, pedir a todos os outros rotarianos para que o façam também, cada um trazendo um. Você pode garantir que isso aconteça liderando pelo exemplo e ainda mais, motivado que todos os outros rotarianos também façam o mesmo.  Nesse propósito, vamos celebrar o aniversário do Presidente Shekhar Mehta, no próximo dia 30 de outubro, levando um presente. E que presente é esse? E como vamos fazer isso? Trazendo pelo menos um novo associado por rotariano. Que grande festa: A Grande Admissão contará com esforços de mais de 2.400 Clubes de Rotary do Brasil, numa grande admissão virtual com a presença do aniversariante, o Presidente Shekhar. É claro que é a nossa responsabilidade de, Cada Um Traz Um, não se encerra aí nesse momento, ao contrário, ela vai até o final do ano rotário em junho de 2022.  Meus amigos, vamos participar da grande admissão no próximo dia 30 de outubro. Vamos levar esse  presente ao Presidente do Rotary International. Para isso, cada um traz um novo associado. Venha participar! Lembrando que Cada Um Traz Um. 🎁     Hugo DóreaCoordenador de Rotary - Região 29

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